agua Ánalise de Água

NOVAS ÁNALISES DISPONÍVEIS 

Nitrato

Nitrito

Amônia

Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)

Demanda Química de Oxigênio (DQO)

Oxigênio Dissolvido (OD)

 

PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE AMOSTRAS DE ÁGUA

É de fundamental importância que seja realizada a refrigeração das amostras. Os tipos de frascos mais utilizados no armazenamento de amostras são os de plástico, vidro borossilicato e do tipo descartável; sendo estes últimos empregados quando o custo da limpeza torna-se muito oneroso. A limpeza de frascos e tampas é de suma importância para impedir a introdução de contaminantes nas amostras.

Condições operacionais Vidro (Borossilicato) Plástico (Polietileno)
Interferência com a amostra Inerte a todos os constituintes,
exceto a forte alcalinidade
Inerte a todos os constituintes, exceto pesticidas, óleos e graxas
Peso Pesado Leve
Resistência a ruptura Fácil Alguma dificuldade na remoção de componentes absorvíveis
Esterilização à vapor Sim Apenas os de alta densidade

CUIDADOS GERAIS

1 – As amostras não devem incluir partículas grandes, detritos, folhas ou outro tipo de material acidental;

2 – Para minimizar a contaminação da amostra convém recolhê-la com a boca do frasco de coleta contra a corrente;

3 – Coletar volume suficiente de amostra para eventual necessidade de repetir alguma análise de laboratório (de 1,5 a 2 L);

4 – A parte interna dos frascos e do material de coleta, assim como tampas, não podem ser tocadas com a mão ou ficar expostos ao pó, fumaça e outras impurezas (gasolina, óleo, e fumaça de exaustão de veículos podem ser grandes fontes de contaminação de amostra). Recomenda-se, portanto, que os coletores mantenham as mãos limpas ou usem luvas plásticas (cirúrgicas e não coloridas) e não fumem durante a coleta das amostras;

5 – Imediatamente após a coleta, as amostras devem ser colocadas ao abrigo de luz solar;

6 – As amostras devem ser acondicionadas em caixa de isopor com gelo;

7 – Registrar todas as informações de campo como:

  • identificação do ponto de amostragem e sua localização (profundidade);
  • data e hora de coleta;
  • tipo de amostragem (efluente industrial, água de rio, potável, poço, etc.);
  • condições meteorológicas nas últimas 24 horas, como chuvas;
  • nome do responsável pela coleta, endereço e telefone.

Em Sistemas de Distribuição de Água Para Consumo Humano

1 – Verificar se o ponto de coleta recebe água diretamente do sistema de distribuição e não de caixas, reservatórios ou cisternas;

2 – A torneira não deverá ter aeradores ou filtros, nem apresentar vazamentos de água;

3 – Inicialmente abrir a torneira e deixar escoar a água por 2 a 3 minutos, ou o tempo suficiente para eliminar impurezas e água acumulada na canalização;

4 – Caso seja necessário, utilizar uma solução de hipoclorito para eliminar qualquer tipo de contaminação externa;

5 – Remover completamente o hipoclorito antes da coleta;

6 – Abrir a torneira a meia seção (fluxo pequeno e sem respingos) por 2 minutos;

7 – Remover a tampa do frasco conjuntamente com o papel protetor, com todos os cuidados de assepsia, evitando contaminação da amostra pelos dedos, luvas ou outro material;

8 – Para amostras de água contendo cloro, os frascos devem conter inibidor de cloro.

9 – Segurar o frasco verticalmente, próximo à base e efetuar o enchimento, deixando um espaço vazio de aproximadamente 2,5 a 5,0 centímetros do topo, possibilitando a homogeneização;

10 – Fechar o frasco imediatamente após a coleta, fixando bem o papel protetor ao redor do gargalo e trazer ao laboratório sob refrigeração.

Em Poços Freáticos

1 – Em poços equipados com bombas manuais ou mecânicas, bombear a água durante aproximadamente 5 minutos;

2 – Realizar desinfecção da saída da bomba com hipoclorito;

3 – Deixar a água escorrer novamente antes da coleta de amostra;

4 – Remover a tampa do frasco conjuntamente com o papel protetor, com todos os cuidados de assepsia, evitando contaminação da amostra pelos dedos, luvas ou outro material;

5 – Segurar o frasco verticalmente, próximo à base e efetuar o enchimento, deixando um espaço vazio de aproximadamente 2,5 a 5,0 centímetros do topo, possibilitando a homogeneização;

6 – Fechar o frasco imediatamente após a coleta, fixando bem o papel protetor ao redor do gargalo e trazer ao laboratório sob refrigeração.

7 – Em poços sem bomba, a amostragem deixa de ser feita diretamente no poço, utilizando um recipiente esterilizado (passar álcool em baldes);

8 – Não retirar amostras da camada superficial da água, evitando a contaminação com espuma ou com outro material das paredes do poço.

Águas Superficiais

Amostras coletadas diretamente de um corpo receptor:

1 – Procurar evitar a coleta de amostras em áreas estagnadas ou em locais próximos às margens;

2 – Com todos os cuidados de assepsia, remover a tampa do frasco juntamente com o papel protetor;

3 – Com uma das mãos, segurar o frasco pela base, mergulhar rapidamente o frasco com a boca para baixo, de 15 a 30 centímetros abaixo da superfície da água, para evitar a introdução de contaminantes superficiais;

4 – Direcionar o frasco de modo que a boca fique em sentido contrário à correnteza;

5 – Se o corpo de água for estático, deverá ser criada uma corrente superficial, através da movimentação do frasco na direção horizontal (sempre para frente);

6 – Inclinar o frasco lentamente para cima, a fim de permitir a saída de ar e subsequente enchimento do mesmo;

7 – Retirar o frasco do corpo d’água, desprezar uma pequena porção da amostra, deixando um espaço vazio suficiente que permita a homogeneização da amostra para análise;

8 – Fechar o frasco imediatamente, fixando o papel protetor ao redor do gargalo e trazer ao laboratório sob refrigeração.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CETESB, 1987. Guia de coleta e preservação de amostras de água. 1ª ed. São Paulo, 155p.